[Poema] Weird

I'm not different
I'm like the others
I'm a equal
She keep repeating to herself. Alone. In her world.

Why I have to be so different.
Or is the others that combined to be so look alike?


[Poema] O Romance nunca morre...

Mesmo que alguns não possam crer,
o Romance ainda é vivo,
e o será eternamente,
enquanto existir um coração disposto a acolhê-lo.

Se dois corações decidirem mantê-lo,
aí não só o Amor será eterno,
mas também a alma dos amantes que se permitiram envolver por esse sentimento.

Mais que atração física,
o Romance transcende a carne,
e pelo olhar se transmite.

Ele é calmo e acalma...
É o porto seguro para as almas atribuladas...
É o que deveriam buscar todos aqueles que um dia sonharam compartilhar sua felicidade com alguém...

Mas é necessário que não se tenha pressa,
ou o Romance pode se perder no meio da tempestade da paixão,
como um grão de areia no meio do deserto.

E quando a tempestade passar,
os amantes podem não conseguir continuar juntos,
pois em meio a tanto caos,
pode ser que não encontrem aquilo que os uniu...

O Amor.

[Poema] À Noite

A música ao fundo é o Bolero de Ravel.
Não está nem frio nem quente. 
Apenas agradável.
A lentidão da internet permite pequenas viagens.
 
No teto do quarto, o lustre jaz cheio de insetos mortos. 
Uma aranha aproveitou e teceu sua teia ao lado, 
pronta a capturar qualquer desavisado que passe por ali.
O download de um vídeo de 8MB tem previsão de terminar em 30 minutos.
 
Haverá bastante tempo para viajar.
O relógio da cozinha trabalha ruidosamente.
Talvez porque o silêncio esteja sendo cortado 
apenas pelo barulho das teclas à medida que o texto é digitado.
Na cama não há lugar para dormir. 
 
Tudo que foi usado durante o dia está jogado sobre ela 
o que faz lembrar que logo terá de dobrar uma pilha enorme de roupas.
Quem manda ir a tantos lugares.
 
Os barulhos da vizinhança são um pouco assustadores.
Nunca se sabe se alguma casa está sendo invadida, 
ou se alguém simplesmente levantou-se da cama para ir ao banheiro.
Deixar a imaginação sempre aberta tem seus prós e seus contras.
 
A última vez em que ela foi deixada livre 
terminou com um medo de escuro que demorou alguns meses para desaparecer... 
Não por completo.
 
Acho que o Ravel não vai esperar o final do download... 
Não esta nem na metade.
Um refrigerante doce traz um pouco da energia de volta.
 
E se tudo ganhasse vida? 
E quem fosse vivo ficasse inanimado?
Os ímãs de bicho no quadro de aviso saem andando, 
procurando um lugar para se esconder da claridade.
 
Os bichos de pelúcia andam pelo quarto.
Os livros começam a conversar, 
cada um contando sua história para o outro.
Os móveis rangem e se acomodam em diferentes posições.
E o único ser antes vivo no quarto agora permanece em uma cadeira.
 
Sem vida.
 
Uma boneca de pano com os olhos de vidro.
 
E o download não terminou.

Loucuras de um carnaval qualquer...

Alice e Juliana eram amigas de longa data que costumavam passar o Carnaval em uma pequena cidade do interior de Minas Gerais. Todo ano era sempre a mesma coisa. Uma banda no palco animava as pessoas na rua que dançavam e se divertiam até o sol nascer. Aquele ano, entretanto tinha tudo para ser como os outros, mas não foi. Depois de uma noite inesquecível, assim que chegou a casa Alice correu para o quarto, pegou seu diário e começou a escrever.

~ 08/03/2000 ~

Eu não costumo escrever em diário, mas como a memória é fraca... Ontem foi o ultimo dia de carnaval, e o ultimo dia de Banda Pakto. Desde sábado, dia 04/03, eu e a Ju nos apaixonamos pelo guitarrista da banda (ele é lindo com demais com cabelos pretos compridos encaracolados caindo pelas costas até sua cintura!). 

Passamos os dias de carnaval embaixo do palco tentando chamar a atenção dele, admirando sua beleza, gritando seu nome e chamando ele de LINDO(!) de sábado até segunda-feira. Mas só no último dia de carnaval aconteceu a coisa mais maravilhosa que poderia acontecer (berro)!

Tudo por um sorvete

Eu não comecei a escrever sozinha. Claro que a criatividade para inventar histórias eu sempre tive, mas só quando eu conheci minha amiga Marlene é que eu me dei conta que o que eu fazia era bom. Nós não conseguimos nos lembrar como nossa amizade começou, só sabemos que foi há uns 11 (ou serão 12) anos... desde então percebemos que aquela parceria tinha tudo para dar certo.

Ainda me lembro de quando tivemos a ideia para nossa primeira história! Foi dentro da igreja (que feio... não estávamos prestando a atenção à missa...) que começamos a viajar nas primeiras linhas de histórias sobre investigação e fenômenos paranormais. Depois não paramos mais e hoje sonhamos em ver nosso trabalho publicado (mas temos que terminar de escrevê-lo primeiro 😬)

No entanto hoje não vim aqui para publicar nada meu... esse post eu dedico totalmente à Marlene, sem a qual eu ainda estaria escondendo as coisas que eu escrevo por achar que ninguém gostaria de ler. Pois ela leu, gostou e quis escrever comigo!

Recebi (por escrito) dela a autorização de publicar no Universo Invisível uma história que ela escreveu há muito tempo na escola em uma prova de redação. Achei a história muito bem contada, com muita criatividade e com um desfecho surpreendente! (Adoro esse tipo de história).

Conheçam então o talento de minha "parceira de crime"!

Tudo por um sorvete
Autora: Marlene T. Dias  

Solange estava em seu quarto quando sua mãe lhe chamou:

— Solange! Venha aqui na cozinha que eu quero que você me faça um favor!

Estou voltando... Aguardem!

No ar desde 16/11/2008 o blog passou por um período de inatividade por conta de alguns probleminhas pessoais que acabaram com qualquer motivação minha para escrever... mas agora estou quase terminando um conto que comecei em 2009 e logo que ele estiver pronto o blog volta a atividade!

Espero que logo eu possa postar aqui de novo, pois não aguento mais de saudade. Mas quero terminar o conto que eu estou escrevendo por completo para não ficar devendo nenhuma parte depois.

É um pouco difícil para mim escrever e postar ao mesmo tempo, a qualidade fica meio comprometida por eu tentar sempre fazer um post novo  mas antes de revisar o texto completo. Quando preciso fazer alguma alteração, fica a maior bagunça... e ainda, quem já tiver lido o texto de um jeito não vai ler de outro apenas para conferir as pequenas modificações. Por isso resolvi parar de publicar enquanto escrevo... só que aí eu parei foi de escrever.... Mas se Deus quiser isso não irá acontecer novamente e logo que terminar este conto e começarei outro e pretendo não parar mais!

Estou com muitas saudades!
Espero que vocês também estejam!

Beijinhos;
Até o próximo post!

Apenas um contratempo

Nada aquele dia nada estava dando certo. Perdeu a hora ao se levantar, por isso ia chegar atrasada no trabalho. Molhou o cabelo ao lavar o rosto danificando metade da chapinha. Lascou uma unha trabalhosamente pintada de vermelho na hora em que foi abrir a porta do carro. Somente depois de dirigir alguns metros se lembrou de que não tinha colocado o lixo pra fora. Tomou uma fechada de outro carro ao se distrair com uma luz piscando no painel. Uma segunda-feira quase típica. O que mais podia dar errado?

— Sai do carro! Agora! — gritou um homem ao lado do veículo.

Por essa ela não esperava. Parou no sinal vermelho e foi abordada por um homem usando mascara de lã e com uma arma em punho. Esse tipo de revés não estava nos seus planos.

— Se acalma, moço — ela levantou as mãos. — Eu já estou saindo.

Ele estava com pressa. Nem ligou quando ela pegou a bolsa antes de sair. Arrancou com o carro antes de o sinal abrir.

— Eu mereço — muito assustada e irritada ela caminhou em direção à calçada.

Pegou o celular dentro da bolsa, a pendurou sobre o ombro esquerdo e ligou para a polícia.

— Bom dia. Em que posso ajudar? — perguntou o atendente.