terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Esconde-Esconde (Parte 2)


Da equipe de investigadores de Las Vegas que chegou para trabalhar no caso faziam parte Sybila Bradley e Gregory Anderson, encarregados pelo caso nos Estados Unidos, e Jason Goodman, supervisor deles. Os três chegaram em um jatinho no qual tinham embarcado em São Paulo. César, ao contrário do jeans e camisa que usava normalmente, agora usava terno e gravata.
- Sejam bem vindos a Juiz de Fora - ele disse em um inglês enferrujado estendendo a mão para Jason, um homem alto, de aparência séria e poucos cabelos grisalhos entre seus cabelos castanhos.
Logo atrás dele vinha Sybila, uma mulher morena e alta de cabelos castanhos que iam até o ombro, e por último Gregory, um homem que não aparentava ter muito mais que 25 anos, era alto, magro e tinha os cabelos castanhos com algumas mechas mais claras. Terminadas as apresentações, César quis levá-los ao hotel para um bom descanso, mas Jason, assim como os outros dois investigadores, queria dar uma olhada em tudo que já havia sido encontrado.
- Tudo bem se trabalharmos um pouco. A viagem não foi tão ruim assim. Acho que dormimos na maior parte dela - declarou Jason.
César deu um sorriso meio “amarelo” e os conduziu até o carro. Ao invés de seguir para o hotel como eram seus planos, ele foi direto para o prédio da policia. Como já estava anoitecendo, César não foi apresentando o lugar para os investigadores, mas sim entrou direto no elevador levando-os direto para uma pequena sala de reunião onde dois policiais traduziam, para o inglês, toda sorte de informação disponível sobre o caso.

- Boa noite - disse Jason que foi acompanhado por Sybila e Gregory com acenos de cabeça cumprimentando os policiais. Eles por sua vez retribuíram o cumprimento.
- Vocês já terminaram a tradução? - César perguntou.
- Faltam só algumas paginas senhor.
- Bom. Os investigadores querem ver o que vocês já fizeram.
Os policiais entregaram algumas folhas escritas a Jason. Ele deu uma olhada e passou-as a Sybila e Gregory. Havia também algumas fotos da cena do crime e do corpo já no necrotério.
- Em que pé esta a investigação de vocês?
- Bom, senhor Jason...
- Só Jason, por favor.
- Bom, Jason, nós ainda estamos investigando. Nós encontramos o corpo ontem de manhã. Interrogamos a família e os amigos do menino morto.
- Pois então estendam a investigação para todos os que tiveram qualquer contato com o menino. Estamos trabalhando contra um assassino serial que deixa assinaturas. Eles normalmente conhecem muito bem suas vitimas - afirmou Jason.
- Buscaremos as informações e amanhã sairemos para conversar com as pessoas - disse César.
- Onde está o resto da equipe? - perguntou Jason que só havia visto César e os dois policiais até àquela hora.
- Eles não imaginavam que vocês fossem vir trabalhar hoje - César continuou.
- A investigadora com quem eu falei pelo telefone? Laina... Também não está?
- Ela não está trabalhando mais neste caso, assim como os outros dois investigadores que trabalham com ela. Com o apoio da policia federal não achei que eles seriam tão necessários.
- Bom, eu e com certeza meus colegas também, não compartilhamos dessa opinião, - ele olhou para Sybila e Gregory que concordaram com um aceno de cabeça - mas essa é uma decisão que não cabe a mim.
- Bom, acho que acaba não havendo nada que possa ser feito hoje. Talvez seja melhor irmos para o hotel. Podemos ler as pastas do caso lá - pronunciou Sybila que ainda não havia se manifestado.
- Você está certa - disse Jason olhando para ela - dessa maneira poderemos amanhã desde cedo começar a falar com as pessoas relacionadas com o garoto - ele continuou olhando para César.
- Concordo plenamente Jason. Amanhã bem cedo já teremos o nome e telefone de cada pessoa envolvida - afirmou César com um grande sorriso no rosto - vamos até o hotel - ele continuou pegando a carteira e a chave do carro e colocando no bolso. Após isso, ele olhou para os policiais que faziam a tradução e disse em português - continuem com o trabalho. Tudo deverá estar pronto pela manhã. Depois ele se virou para os investigadores de Las Vegas falando novamente em inglês: - Vamos?
Os três concordaram e seguiram César para fora do prédio. O hotel não era muito longe dali. Como os investigadores puderam perceber seria até mais fácil ir de um lugar ao outro a pé, César teve apenas que contornar uma pracinha. O problema é que para isso ele teve que dirigir por uns dois quarteirões graças ao trânsito demasiadamente complicado da cidade.
O hotel ficava em uma movimentada avenida. Era um prédio de 20 andares com sacada em cada apartamento. Sua fachada era toda revestida por vidro escuro, o que permitia visão clara da rua para quem estava dentro do hall, mas impedia que as pessoas da rua vissem lá dentro. César abriu a porta e Sybila, seguida por Jason e Gregory entraram. Após soltar a porta que se fechou sozinha, ele seguiu para o balcão da recepção. Depois de preencher um cadastro ele se voltou para os investigadores com duas chaves.
- Desculpem-nos, mas o hotel esta um pouco cheio. Mas em cada quarto há duas camas de solteiro e são de frente um para o outro. Aquele homem vai levar vocês até o quarto - disse César apontando para um homem de uniforme vermelho que estava parado ao lado do elevador segurando um carrinho com as bagagens dos investigadores - tenham uma boa estadia. Amanhã de manhã um carro virá buscar vocês - ele entregou as duas chaves a Jason e foi embora.
Os três, acompanhados pelo carregador, entraram no elevador. Jason entregou uma chave para Sybila que estava ao seu lado e jogou a outra para Gregory dizendo: - eu preciso dormir. Você faz muito barulho.
Gregory deu um sorriso para os dois que foi retribuído por Sybila e “pseudo ignorado” por Jason. Logo eles chegaram ao sétimo andar onde ficavam os quartos. O carregador levou cada mala para os quartos correspondentes e se afastou descendo pelas escadas.
- Bom. Boa noite - disse Gregory.
- Amanhã nos veremos as seis. Quero começar antes das sete da manhã - informou Jason.
- É estranha a pouca importância que eles estão dando ao caso - comentou Sybila.
- Na verdade parece que eles têm mais casos para resolver do que pessoas para resolvê-los, senão os investigadores que começaram no caso continuariam nele - disse Gregory.
- Não sei. Tenho lá minhas duvidas. Eles terem saído assim que os policiais federais foram convocados - enunciou Jason - bom, são só especulações, amanhã nos vemos às seis então.
- Boa noite - disse Sybila entrando no quarto.
- Durma bem - disse Gregory a ela - boa noite - continuou ele a Jason.
- Boa noite Greg - Respondeu ele entrando no quarto onde Sybila haviam entrado e fechando a porta. Gregory também entrou em seu quarto e fechou a porta.
Não muito longe dali, Samara via Laina andando em casa de um lado para o outro.
- Qual o motivo de tamanha afobação? - perguntou ela a amiga.
- Eu vou amanhã cedo pro escritório.
- Por quê? Amanhã nem temos turno. Hoje é sexta-feira.
- Eu sei, mas vou encontrar César para entregar o resultado do exame de sangue do garoto.
- Então porque você vai cedo Laina? Sabe que ele nunca chega cedo. Ainda mais no sábado.
- Esqueceu que os investigadores de Las Vegas já devem estar aqui?
- Verdade. Isso certamente faria o César acordar cedo - as duas riram dessa constatação - mas agora senta que aquele seriado de investigação criminal já está começando.
- Oba! - disse Laina pulando para o sofá ao lado de Samara.
As duas ficaram ali durante o programa e assim que ele terminou foram dormir.

***
O prédio da policia civil parecia vazio naquela manhã de sábado. Como Jason, Sybila e Gregory podiam perceber a maior parte dos policiais pareciam precisar de mais que algumas horas para descansar. Porém eles já estavam ali e queriam achar a sala onde havia ficado o resto do material que os dois policiais tinham sido encarregados de traduzir. Os três estavam no primeiro andar quando passaram ao lado da sala de processamento de evidencias e puderam ver uma garota em frente ao computador com fones de ouvido se agitando como se dançasse a música que ouvia, porém sem se levantar de sua cadeira.
- Parece que achamos mais um indivíduo da sua espécie Greg - disse Jason em um tom sarcástico entrando na sala. Gregory olhou para Sybila esperando uma opinião para o que tinha acabado de ouvir, mas sua amiga se limitou a sorrir e entrar na sala seguindo Jason. Sem outra opção, Gregory os seguiu.
- Com licença? Será que você poderia nos informar onde é a sala do Senhor César?
- Er...Jason...ela não pode ouvir você com esse fones no ouvido - interrompeu Gregory.
- Na verdade eu posso ouvir sim. Eu mantenho o volume em um nível que eu possa saber quando há alguém falando. Vocês não fazem ideia do que se fica sabendo quando as pessoas acham que você não pode ouvir o que elas falam - disse Laina em um inglês fluente tirando os fones e sorrindo - mas quando falam comigo prefiro tira-los. - Laina girou a cadeira em que estava para ficar de frente para os investigadores. Ela estava muito nervosa, seu coração batia descontroladamente, mas ela tentava manter uma expressão tranquila - eu falei com você pelo telefone - disse ela estendendo a mão para cumprimentar Jason.
- Sim. Eu sou Jason e estes são Sybila Bradley - Laina a cumprimentou - e Gregory Anderson - continuou Jason. Laina não conseguiu tirar os olhos do ultimo investigador e torcia para que ele não percebesse nada enquanto trocavam um aperto de mãos - foram eles que trabalharam primeiramente no caso em Las Vegas - continuou Jason - você então é a Laina?
- Isso - Laina, com o rosto corado, desviou os olhos de Gregory que já tinha percebido o olhar dela - nós trabalhávamos no caso - ela se levantou e desligou o monitor - com a polícia federal no caso e vocês chegando, acho que meu serviço e dos meus colegas se tornou desnecessário.
Os investigadores permaneceram em silencio preferindo não comentar a situação - venham comigo. Eu estava mesmo precisando falar com o chefe. Tenho que entregar o relatório do caso que ele nos entregou quinta-feira pra resolver - Laina pegou uma pasta de plástico preta e os quatro saíram do laboratório.
Eles seguiram por entre os corredores vazios do prédio até a sala de César. Como a secretária dele não estava Laina bateu na porta e entrou. Ao vê-la, acompanhada dos investigadores, ele desligou o telefone e foi recebê-los.
- Goodman, Bradley e Anderson. Eu fui até o hotel buscar vocês, mas já tinham saído.
- Nós então nos desencontramos por pouco. Não faz muito tempo que saímos de lá.
- Verdade - respondeu César. Ele se virou para Laina e prosseguiu falando, só que em português - você já trouxe os agentes, agora pode ir. Na verdade, você deveria estar em casa. Não é dia de trabalho hoje.
- Eu sei - respondeu ela, só que em inglês para que os investigadores pudessem entender - só que o legista havia pedido exame de sangue e eu peguei o resultado ontem - ela se virou de frente para Jason, Sybila e Gregory - ele sedou o menino com clorofórmio antes de matá-lo.
- Parece que ele não queria correr o risco do menino fugir como da ultima vez - afirmou Sybila.
- Bom, partiremos desse ponto. Descobriremos onde ele conseguiu clorofórmio, que não é comprado em qualquer lugar - afirmou César dessa vez em inglês.
- Não podemos nos esquecer de catalogar e entrevistar todas as pessoas que tiveram contato com o menino - continuou Jason.
- A primeira parte eu já fiz. Aqui tem o nome e o endereço de cada pessoa que teve contato com o menino nesses últimos tempos - disse Laina entregando três páginas impressas para seu chefe.
- Obrigada - disse César em inglês. Laina continuou parada no lugar onde estava - nos vemos segunda-feira, investigadora - continuou ele em português.
- Eu quero continuar na investigação. O resto dos policiais nem estão aqui - ela reivindicou também em português.
- Não me interessa o que você quer ou deixa de querer. Você está fora. Agora saia da minha sala e nos deixe trabalhar - César continuou em português aumentando um pouco o tom de voz.
Laina se virou para os investigadores - prazer em conhecê-los. Espero que vocês peguem esse assassino.
Os três se entreolharam e acompanharam Laina saindo da sala e fechando vagarosamente a porta atrás dela.
- Desculpe-me, mas acho que pude entender o que aconteceu aqui, e minha opinião é que é uma perda consubstancial não ter as pessoas que primeiro presenciaram a cena. Laina e seus colegas são muito importantes na resolução desse caso, mas eu não posso interferir nas suas decisões - Jason argumentou.
- Entendo seu ponto de vista, mas você vai ver que os agentes federais farão um excelente trabalho - César continuou.
- Não tenho dúvidas quanto a isso César, mas quanto mais agentes trabalhando melhor.
César pareceu um tanto desconfortável e demorou em achar a resposta - Verdade. Uma pena não termos pensado muito sobre isso antes. Eles estão em outro caso agora - ele disse finalmente.
- Na verdade Laina disse que estava com o relatório pronto para te entregar, mas acho que ela acabou se esquecendo - Jason se lembrou.
- Er... Então não vejo empecilho para que os três sejam recolocados no caso. Quanto mais gente trabalhando, mais rápido chegaremos ao culpado. Vou ligar para Samara e Renato para avisá-los. Laina certamente ainda está no prédio.
Neste momento a porta de abriu e dois agentes federais entraram. Eles pareciam ter corrido um pouco para chegar até ali.
- Bom, vamos começar logo então. Cada um de vocês acompanha um investigador. Vocês dois vão conversar com as pessoas que trabalhavam perto da casa do menino - disse ele apontando para Sybila e o agente que a acompanhava - vocês vão conversar com os funcionários da escola onde ele estudava - César continuou se referindo a Gregory e o policial federal que estava com ele - e por ultimo, Jason, eu vou com você. Investigaremos a loja onde o menino comprou a bola. Qualquer loja da cidade pode ter vendido. Bem, teremos muito trabalho.
- Não quero ser inconveniente, mas vá com a Sybila e o outro investigador César, eles vão ter muito mais trabalho do que a gente. Eu vou com a Laina, já que ela já está aqui no prédio.
- Você é quem sabe Jason, se acha melhor assim - respondeu César um pouco decepcionado, pois ele queria acompanhar o chefe dos investigadores, mas concordou com a sugestão dele para não parecer intransigente.
Cada grupo com as folhas onde havia nome e o endereço de cada lugar onde teriam que ir saiu do prédio e foram para o estacionamento. Jason, entretanto foi procurar Laina para descobrir aonde iriam. Ele voltou ao lugar onde a tinha encontrado pela primeira vez e como esperava lá estava ela sentada no mesmo lugar utilizando o computador.
- Você não consegue ficar muito longe do trabalho não é? - ele disse parado à porta da sala.
Laina minimizou a janela em que estava trabalhando antes que o investigador chegasse perto o suficiente para vê-la.
- O computador lá de casa não tem muito acesso - ela respondeu sorrindo para Jason.
- Entomologia Forense - ele comentou, olhando para o monitor.
- Ah, é - disse Laina um pouco surpresa, pois não tinha percebido qual janela estava maximizada por baixo da que ela estava usando - eu fiz alguns experimentos nessa área na faculdade, mas não fui muito adiante. Quando apareceu o concurso pra policia eu entrei só com meu diploma de licenciatura em biologia, ainda tenho que terminar o bacharelado.
- Ainda falta muito? - quis saber Jason.
- Não. Na verdade só a monografia.
- Acho que sua pesquisa vai ter que espera mais um pouco. Temos trabalho a fazer. Vamos?
Laina não conseguiu entender nem acreditar no que Jason dizia. Ele então continuou.
- Convenci o César a colocar você e seus amigos de volta no caso - a vontade dela após ouvir o que Jason acabara de dizer era de sair pulando e gritando, mas ela se conteve para não assustar o investigador. Na verdade ela ficou paralisada olhando para ele.
- Você está bem? - Jason perguntou após um intervalo de silêncio.
- Sim...sim...estou. - Respondeu Laina voltando a se mexer.
- Vamos então? -
Ela se levantou e desligou o computador
- Nós ficamos encarregados de ir até a loja onde o menino comprou a bola. Quantas lojas vão ser?
- Uma. Quando eu tive a ideia de investigar as pessoas que tiveram contato com o menino, - enquanto falava, Laina conduzia Jason até o estacionamento - eu liguei para a casa dele e perguntei onde eles tinham comprado a bola. Não tive chance de dizer isso antes com o César me dispensando.
- Mesmo em português, percebi a tensão na conversa de vocês.
- A propósito, obrigado, por conseguir nossa recolocação - disse Laina entrando em um carro com o emblema da policia civil e abrindo a porta do passageiro para que Jason entrasse.

***
Gregory, acompanhado de um policial que dirigia um carro da policia federal, chegou ao colégio onde Mauricio estudava. Era um prédio maior em largura do que em altura que contornava o pé de uma montanha, e por isso havia muitas árvores atrás e do lado do bloco único do prédio. Quando os dois desceram do carro em frente à portaria após subirem uma pequena ladeira, puderam perceber que apesar de ser um sábado, as aulas aconteciam normalmente como em um dia de semana.
- Tivemos uma greve há pouco tempo - disse uma mulher, com aparentemente mais de 50 anos, não muito alta - agora temos que repor as aulas aos sábados. É um pouco sacrificante, mas era isso ou ficar sem as férias no final do ano. A mulher ficou um tempo em silêncio - esqueci-me de me apresentar, eu falo tanto - ela disse sorrindo - meu nome é Rose.
- Bom dia Senhora Rose - respondeu o policial trocando um aperto de mão com a mulher - eu me chamo Cristiano e esse é Gregory Anderson, investigador de Las Vegas - Gregory esticou a mão e a cumprimentou sem dizer uma só palavra.
- Vamos, venham. Eu recebi a ligação de um detetive de vocês ontem e já informei algumas pessoas que vocês viriam. Mas se tiver alguma pessoa com quem vocês queiram conversar que não esteja na lista que eu fiz, - disse ela entregando uma folha a Cristiano - fiquem a vontade para chamá-los.
Enquanto Rose conduzia os dois pelos corredores levemente encurvados do colégio, Cristiano traduzia para Gregory tudo que ela havia dito desde a hora em que haviam chegado.
- Obrigado - disse Gregory em português com um sotaque muito acentuado para Rose ao chegarem a uma sala que ela havia preparado para os investigadores.
A mulher deu um sorriso para ele e os fez entrar na sala. Os primeiros a aparecerem foram os colegas de Mauricio, que já haviam estado na delegacia e não tinham nada diferente para contar. Depois alguns professores e funcionários que não tiveram muito a acrescentar.

***
Jason e Laina logo chegaram até a loja onde a bola havia sido comprada. Ela parou o carro em frente ao estabelecimento e eles entraram.
- Bom dia - ela disse a um homem que vestia um macacão branco com listras verdes.
- Bom dia! - ele respondeu - em que posso ajudá-los?
- Somos da polícia civil, eu liguei para cá ontem. O gerente está?
- Há, sim. Claro. Ele está esperando. Venham comigo, por favor - o homem os levou até uma escada ao fundo da loja - podem subir. Ele está esperando vocês.
- Obrigado - disse Jason com um sotaque espanhol apesar de não ter entendido a conversa que fora em português.
- O gerente está nos esperando - Laina disse em inglês.
Os dois terminaram de subir dois lances de escadas e chegaram a um pequeno hall onde uma plaqueta estava pendurada na porta da sala de André, o gerente da loja. Laina bateu na porta.
- Entrem - respondeu uma voz lá de dentro.
A sala não era muito grande. Tinha uma mesa, um armário, uma escrivaninha com um computador e algumas cadeiras. Não havia janelas.
- Oi. Eu falei com você por telefone ontem. Meu nome é Laina e o dele é Jason. É o investigador de Las Vegas.
- Prazer - André respondeu enquanto trocavam apertos de mão - em que posso ser útil? - ele continuou em inglês.
Percebendo que o homem não tinha dificuldade em falar inglês, ela continuou a conversa nesse idioma - estamos investigando a morte de um garoto, e precisamos conversar com todos os que tiveram contato com ele nas ultimas semanas.
- Sabemos que ele comprou uma bola aqui. Queremos conversar com seus funcionários - continuou Jason.
- Bom, eu não me lembro de todas as crianças que estiveram aqui comprando bolas, vocês sabem qual foi o dia?
- Foi na ultima quarta-feira, por volta das duas horas da tarde - Laina respondeu olhando em sua caderneta que havia tirado de uma pequena mochila que carregava.
- Bom, os funcionários da tarde ainda não estão aqui. Somente dois que estão em fase de treinamento.
- Os outros funcionários da tarde, que não estão, foram contratados há muito tempo?
- Ah sim! Laina. Acertei a pronuncia?
- Sim - ela respondeu sorrindo.
- Então, o que tem menor tempo de contrato, trabalha há pelo menos cinco anos.
- Bom, então vamos começar com os dois que estão aqui. Se encontrar o que esteve com Mauricio, talvez não seja necessário chamar os outros - Jason concluiu.
- Está certo. Eu vou chamar os dois então - disse André  saindo da sala.

Continua... (Parte 3)

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